Suave brisa, sopra leve
na manhã do meu dormir.
Suavemente me eleva, na
busca de te sentir!
Da janela o sol brilha,
a clara luz que me ofusca,
a ausência de ti, me obriga,
a partir em tua busca.
O norte eu perdi,
o meu rumo é incerto,
nada encontro porém,
nem longe nem perto!
Regresso ao refúgio,
da minha alma triste,
pergunto à solidão,
porque tu partiste!
Dois pés esquerdos!
Porque nem sempre a vida é perfeita, mas não deixamos de caminhar em frente, mesmo que seja com dois pés esquerdos!
Rumo incerto
Porque e vida é vivida em circulos e por vezes passamos outra vez no ponto de onde havíamos partido...
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Descalça...
Pés descalços, caminho,
sinto pedras e cardos,
contorço-me de dor,
continuo a caminhar!
Não há quem me acompanhe,
ou quem me impeça de andar,
esta jornada que sigo,
que um dia irá terminar!
As marcas que ficam,
como tatuagens permanecerão,
ficam só e apenas nos pés,
nunca neste coração!
De tudo já pisei,
nestes trilhos que vivi,
brasas e espinhos,
que nem sequer senti!
Desta vida que levo,
de solidão acompanhada,
com dois pés esquerdos,
mas nunca desamparada!